A COOPERLIGHT tem registro no SIM, mas o certificado está vencido e há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a cumprir. Piso, telas, pintura, embalagem, bloqueio sanitário e câmara fria são exigências expressas do TAC.
A resposta em uma tela
Quanto custa, o que cada etapa destrava e o que já tem orçamento.
A COOPERLIGHT precisa de R$ 355.900 para sair da informalidade. São R$ 18,4 mil para renovar o selo municipal e R$ 337,5 mil para chegar ao selo estadual, que abre a venda com nota para outros municípios e a compra pública de leite.
Hoje a cooperativa processa cerca de 16 mil litros de leite por mês e vende a muçarela a R$ 29 o quilo, no mercado informal. Nesse cenário, o estudo de viabilidade mostra um resultado negativo de cerca de R$ 4,2 mil por mês. Com o selo, a meta é dobrar o leite e vender a R$ 35. Assim a fábrica passa a sobrar cerca de R$ 8,2 mil por mês.
Fonte: lista de itens (abas SIM e ADEPARA) e Estudo de Viabilidade Econômica da COOPERLIGHT.
Por que investir agora
O que a cooperativa vive hoje e o que muda com cada selo.
Pacajá não absorve toda a produção. Para vender em outras cidades, a cooperativa trabalha na informalidade e corre risco de multa. Dois concorrentes da região compram o leite que poderia ser processado pela cooperativa.
A estrutura atual foi montada com recursos dos próprios sócios, e a cooperativa tem uma dívida de cerca de R$ 200 mil. O plano precisa de parceiros: não deve sair do bolso de quem entrega o leite.
Venda informal, preço regional de R$ 29/kg
Muçarela e creme legalizados no município e na merenda escolar
Venda com nota para outros municípios e leite pasteurizado no PNAE
Fonte: reunião de 15/10/2026 com a diretoria e lista de itens da COOPERLIGHT.
Os produtos e o investimento
O que a cooperativa vende ou pode vender, para quem, e quais itens do plano cada produto precisa.
Fonte: reunião de 15/10/2026 com a diretoria e aba Preços do Estudo de Viabilidade Econômica (EVE). Só a muçarela tem custo levantado no EVE; os valores dos demais produtos são referências de preço e precisam do custo de produção.
As duas etapas do investimento
O que cada etapa custa, o que ela destrava e quais itens entram.
Fonte: lista de itens da COOPERLIGHT, abas SIM e ADEPARA.
Orçamento do plano
Os quinze itens com justificativa. Desmarque itens ou troque valores para simular cenários na reunião.
| Incluir | Item e justificativa | Tipo | Etapa | Situação | Valor (R$) |
|---|
As mudanças valem só nesta tela e somem ao recarregar. O PDF sai sempre com o orçamento completo da lista.
Onde vai o recurso
Os quinze itens em três tipos de investimento, com a situação do orçamento de cada um.
Fonte: lista de itens da COOPERLIGHT. A classificação por tipo é da assessoria Mandū e Mazô.
Por que o investimento se paga
Os custos da fábrica e da muçarela no estudo de viabilidade (EVE), e o que eles mostram sobre o investimento.
Custo fixo da fábrica por mês
Custo de 1 kg de muçarela
R$ 1,80 × 10,53 L = R$ 18,95 de leite · + sal R$ 1,05 · + frete de coleta R$ 2,42 · + frete de venda R$ 0,35 = R$ 22,77 por kg
O que isso significa para o investimento
A R$ 29 o quilo, cada kg de muçarela deixa R$ 4,78 depois da comissão de venda. Com 1.520 kg por mês, sobram R$ 7,3 mil, abaixo dos R$ 11,4 mil de custo fixo. É o "trabalhar no vermelho" relatado pela diretoria.
Com o imposto de 19% previsto no estudo, a R$ 29 o quilo nem cobre o custo do queijo: falta R$ 0,73 por kg. Regularizar só faz sentido se o selo abrir mercado com preço formal. Por isso a etapa estadual é o centro do plano.
Com o selo, a meta é vender a R$ 35 e dobrar o leite para 54 mil litros por mês. Assim cada kg deixa R$ 3,83 e a fábrica sobra cerca de R$ 8,2 mil por mês, ou R$ 98,5 mil por ano. O plano equivale a cerca de 3,6 anos dessa sobra.
Para processar 54 mil litros, a fábrica precisa de cerca de 14 lotes de 4.000 L por mês, contra 4 hoje. O monobloco, a envasadora e o tanque de descanso dão essa capacidade. O pasteurizador abre o leite para o PNAE, mercado que a diretoria considera o de menor custo.
Fonte: Estudo de Viabilidade Econômica COOPERLIGHT · Cenário Base (abas Custos Fixos, Custos Variáveis e Preços). Volume atual e meta: reunião de 15/10/2026. O estudo só tem custo calculado para a muçarela; creme, coalho e leite ainda não entram na conta.
Sobre os números
De onde vêm os valores, o que é estimativa e o que ainda precisa ser confirmado.
- Os valores dos itens vêm da lista da cooperativa. Dos R$ 355,9 mil, R$ 194,4 mil já têm orçamento. O restante é estimativa ou está em levantamento de preço.
- O custo da muçarela vem do EVE: lote de 1.000 L, rendimento de 95 kg, leite a R$ 1,80/L e fretes de R$ 0,23/L e R$ 0,35/kg.
- O preço de R$ 29 (hoje) e a meta de R$ 35 e 54 mil litros vêm da reunião de 15/10. O EVE usa R$ 41, mostrado como um dos cenários.
- Volume atual: 4 lotes de cerca de 4.000 L por mês, informados pela diretoria.
- Produtos: só a muçarela tem custo no EVE. Creme (R$ 16 no EVE, cerca de R$ 13 hoje), coalho (R$ 27) e queijo regional (R$ 24) têm só preço. O leite em saquinho usa a referência de licitação citada na reunião (R$ 5,30 a R$ 5,50 o litro).
- A classificação dos itens em exigência, qualidade e capacidade é da assessoria, para organizar a conversa com parceiros.
- Preço do pasteurizador (R$ 90 mil), ainda em levantamento. É o item que decide o selo estadual.
- Imposto de 19% previsto no EVE: a cooperativa está conferindo com o contador.
- Rendimento: na reunião, a conta foi de 11 L por kg (91 kg a cada 1.000 L); o EVE usa 95 kg.
- Laboratório, complemento (R$ 12 mil): valor calculado por diferença, a confirmar por orçamento.
- Prateleira de descanso da massa: o EVE lista uma mesa de descanso já existente.
- Custo de produção do creme, do leite pasteurizado, do coalho e do queijo regional, para incluir esses produtos no EVE.
- A troca do compressor da câmara fria é contrapartida da cooperativa e não tem valor na lista.