Plano de Investimento COOPERLIGHT
Mandū Inovação Social
COOPERLIGHT · Pacajá (PA) · Proposta para a diretoria e parceiros · Outubro de 2026

Plano de investimento do laticínio da COOPERLIGHT

Quinze itens em duas etapas para vender muçarela, creme e leite pasteurizado com selo: renovar o selo municipal e chegar à certificação estadual. O estudo de viabilidade mostra por que cada etapa é necessária para a cooperativa sair do vermelho.

Base: lista de itens e estudo de viabilidade (EVE) Reunião de 15/10/2026

Uma página com objetivo, orçamento completo e justificativa de cada item.

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    A resposta em uma tela

    Quanto custa, o que cada etapa destrava e o que já tem orçamento.

    A COOPERLIGHT precisa de R$ 355.900 para sair da informalidade. São R$ 18,4 mil para renovar o selo municipal e R$ 337,5 mil para chegar ao selo estadual, que abre a venda com nota para outros municípios e a compra pública de leite.

    Hoje a cooperativa processa cerca de 16 mil litros de leite por mês e vende a muçarela a R$ 29 o quilo, no mercado informal. Nesse cenário, o estudo de viabilidade mostra um resultado negativo de cerca de R$ 4,2 mil por mês. Com o selo, a meta é dobrar o leite e vender a R$ 35. Assim a fábrica passa a sobrar cerca de R$ 8,2 mil por mês.

    Fonte: lista de itens (abas SIM e ADEPARA) e Estudo de Viabilidade Econômica da COOPERLIGHT.

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    Por que investir agora

    O que a cooperativa vive hoje e o que muda com cada selo.

    O selo municipal venceu.

    A COOPERLIGHT tem registro no SIM, mas o certificado está vencido e há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a cumprir. Piso, telas, pintura, embalagem, bloqueio sanitário e câmara fria são exigências expressas do TAC.

    Sem documento, o leite vai para o concorrente.

    Pacajá não absorve toda a produção. Para vender em outras cidades, a cooperativa trabalha na informalidade e corre risco de multa. Dois concorrentes da região compram o leite que poderia ser processado pela cooperativa.

    Os cooperados já investiram.

    A estrutura atual foi montada com recursos dos próprios sócios, e a cooperativa tem uma dívida de cerca de R$ 200 mil. O plano precisa de parceiros: não deve sair do bolso de quem entrega o leite.

    HojeSelo municipal vencido

    Venda informal, preço regional de R$ 29/kg

    Etapa 1 · SIMSelo municipal renovado

    Muçarela e creme legalizados no município e na merenda escolar

    Etapa 2 · ADEPARASelo estadual

    Venda com nota para outros municípios e leite pasteurizado no PNAE

    Fonte: reunião de 15/10/2026 com a diretoria e lista de itens da COOPERLIGHT.

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    Os produtos e o investimento

    O que a cooperativa vende ou pode vender, para quem, e quais itens do plano cada produto precisa.

    A ordem combinada na reunião. Primeiro a muçarela na compra pública e no mercado, junto com o creme, que já está pronto para vender legalizado. Com o pasteurizador e o selo estadual vem o leite pasteurizado em saquinho (barriga mole) para a merenda escolar de Pacajá e dos municípios do entorno. Coalho, queijo regional e manteiga entram depois, com a fábrica regularizada.

    Fonte: reunião de 15/10/2026 com a diretoria e aba Preços do Estudo de Viabilidade Econômica (EVE). Só a muçarela tem custo levantado no EVE; os valores dos demais produtos são referências de preço e precisam do custo de produção.

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    As duas etapas do investimento

    O que cada etapa custa, o que ela destrava e quais itens entram.

    Fonte: lista de itens da COOPERLIGHT, abas SIM e ADEPARA.

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    Orçamento do plano

    Os quinze itens com justificativa. Desmarque itens ou troque valores para simular cenários na reunião.

    Total selecionado
    Etapa 1 · SIM
    Etapa 2 · ADEPARA
    Já orçado
    Exigências

    IncluirItem e justificativaTipoEtapaSituaçãoValor (R$)

    As mudanças valem só nesta tela e somem ao recarregar. O PDF sai sempre com o orçamento completo da lista.

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    Onde vai o recurso

    Os quinze itens em três tipos de investimento, com a situação do orçamento de cada um.

    Dois itens somam metade do plano. O pasteurizador (R$ 90 mil) e o monobloco de muçarela (R$ 90 mil) representam 51% do total. O pasteurizador é obrigatório para o selo estadual. O monobloco não é exigência: é o equipamento que dá capacidade para a meta de produção. Clique numa barra para filtrar as faces por tipo.

    Fonte: lista de itens da COOPERLIGHT. A classificação por tipo é da assessoria Mandū e Mazô.

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    Por que o investimento se paga

    Os custos da fábrica e da muçarela no estudo de viabilidade (EVE), e o que eles mostram sobre o investimento.

    R$ 11,4 milde custo fixo por mês (R$ 137,2 mil por ano)
    R$ 22,77de custo de produção por kg de muçarela
    10,5 Lde leite por kg de muçarela (lote de 1.000 L rende 95 kg)
    R$ 1,80por litro de leite, 83% do custo do queijo

    Custo fixo da fábrica por mês

    Custo de 1 kg de muçarela

    R$ 1,80 × 10,53 L = R$ 18,95 de leite · + sal R$ 1,05 · + frete de coleta R$ 2,42 · + frete de venda R$ 0,35 = R$ 22,77 por kg

    O que isso significa para o investimento

    No preço informal, a fábrica não paga o custo fixo.

    A R$ 29 o quilo, cada kg de muçarela deixa R$ 4,78 depois da comissão de venda. Com 1.520 kg por mês, sobram R$ 7,3 mil, abaixo dos R$ 11,4 mil de custo fixo. É o "trabalhar no vermelho" relatado pela diretoria.

    Vender com nota, sem preço melhor, piora a conta.

    Com o imposto de 19% previsto no estudo, a R$ 29 o quilo nem cobre o custo do queijo: falta R$ 0,73 por kg. Regularizar só faz sentido se o selo abrir mercado com preço formal. Por isso a etapa estadual é o centro do plano.

    O selo estadual abre preço e volume.

    Com o selo, a meta é vender a R$ 35 e dobrar o leite para 54 mil litros por mês. Assim cada kg deixa R$ 3,83 e a fábrica sobra cerca de R$ 8,2 mil por mês, ou R$ 98,5 mil por ano. O plano equivale a cerca de 3,6 anos dessa sobra.

    Os equipamentos sustentam a meta.

    Para processar 54 mil litros, a fábrica precisa de cerca de 14 lotes de 4.000 L por mês, contra 4 hoje. O monobloco, a envasadora e o tanque de descanso dão essa capacidade. O pasteurizador abre o leite para o PNAE, mercado que a diretoria considera o de menor custo.

    Fonte: Estudo de Viabilidade Econômica COOPERLIGHT · Cenário Base (abas Custos Fixos, Custos Variáveis e Preços). Volume atual e meta: reunião de 15/10/2026. O estudo só tem custo calculado para a muçarela; creme, coalho e leite ainda não entram na conta.

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    Sobre os números

    De onde vêm os valores, o que é estimativa e o que ainda precisa ser confirmado.

    Como lemos as fontes
    • Os valores dos itens vêm da lista da cooperativa. Dos R$ 355,9 mil, R$ 194,4 mil já têm orçamento. O restante é estimativa ou está em levantamento de preço.
    • O custo da muçarela vem do EVE: lote de 1.000 L, rendimento de 95 kg, leite a R$ 1,80/L e fretes de R$ 0,23/L e R$ 0,35/kg.
    • O preço de R$ 29 (hoje) e a meta de R$ 35 e 54 mil litros vêm da reunião de 15/10. O EVE usa R$ 41, mostrado como um dos cenários.
    • Volume atual: 4 lotes de cerca de 4.000 L por mês, informados pela diretoria.
    • Produtos: só a muçarela tem custo no EVE. Creme (R$ 16 no EVE, cerca de R$ 13 hoje), coalho (R$ 27) e queijo regional (R$ 24) têm só preço. O leite em saquinho usa a referência de licitação citada na reunião (R$ 5,30 a R$ 5,50 o litro).
    • A classificação dos itens em exigência, qualidade e capacidade é da assessoria, para organizar a conversa com parceiros.
    O que confirmar
    • Preço do pasteurizador (R$ 90 mil), ainda em levantamento. É o item que decide o selo estadual.
    • Imposto de 19% previsto no EVE: a cooperativa está conferindo com o contador.
    • Rendimento: na reunião, a conta foi de 11 L por kg (91 kg a cada 1.000 L); o EVE usa 95 kg.
    • Laboratório, complemento (R$ 12 mil): valor calculado por diferença, a confirmar por orçamento.
    • Prateleira de descanso da massa: o EVE lista uma mesa de descanso já existente.
    • Custo de produção do creme, do leite pasteurizado, do coalho e do queijo regional, para incluir esses produtos no EVE.
    • A troca do compressor da câmara fria é contrapartida da cooperativa e não tem valor na lista.

    Regularizar para vender. Vender para crescer.

    Com o selo estadual, a COOPERLIGHT pode vender com nota para fora de Pacajá e entrar na compra pública de leite. É esse mercado que transforma o leite da região em renda para os cooperados.

    Elaborado para
    COOPERLIGHT · Cooperativa Agro-Industrial da Vila Bom Jardim
    Assessoria técnica
    Mandū Inovação SocialMazô Maná
    Cliente
    The Nature Conservancy